- ATENÇÃO: ESTRATÉGIAS PARA PERCEBER A ARTE_ Dividida em três partes, Origens retoma o debate entre o racional e o subjetivo dos anos 50 e 60. A revalorização das referências nas décadas seguintes aparece em Desdobramentos. O módulo Corpo reúne obras ligadas ao organismo.
Partindo do embate entre concretos e neoconcretos, a mostra resume o que de melhor se criou em arte no Brasil recentemente. Peças que representavam movimentos antagônicos agora são vistas juntas e, graças ao distanciamento histórico, revelam similaridades.
Preste atenção: No núcleo Corpo, com alguns dos trabalhos mais criativos dos últimos 20 anos. "O Pulmão", de Jac Leirner, traz os maços de cigarros que a artista fumou ao longo de um ano.
No Museu de Arte Moderna de São Paulo (Parque do Ibirapuera, portão 3, São Paulo, SP, tel. 0++/11/5085-1300). De 15/1 a 22/3. De 3ª a dom., das 10h às 18h. R$5,50 (grátis aos domingos). - QUATRO LINHAS_ Coletiva que revela os movimentos concreto e neoconcreto na renovação do design. Com obras de Lygia Pape, Willys de Castro e Geraldo de Barros, entre outros. Na Caixa Cultural (praça da Sé, 111, SP). De 25/1 a 8/3.
- FRANZ WEISSMANN - ANO 50: EXPERIMENTAÇÃO E LIRISMO_ Retrospectiva do escultor austríaco naturalizado brasileiro Franz Weissmann (1911‑2005). A mostra é composta por 11 esculturas da década de 50, período em que seu estilo se consolidou. Há, ainda, três obras feitas nos últimos anos.
Weissmann fez parte do Grupo Frente, um dos pilares da arte geométrica brasileira. Em 1959, tornou-se um dos fundadores do movimento neoconcreto. A corrente rompeu com a visão racional dos demais artistas concretos e recuperou o valor da subjetividade no processo de criação artística.
Preste atenção: Na importância dos espaços vazados nas esculturas de Weissmann. Os “vazios ativos”, como dizia o escultor, valorizam a tridimensionalidade de suas obras. Sua produção para espaços públicos cria novas relações com o entorno.
No Instituto Tomie Ohtake (rua Coropés, 88, Pinheiros, São Paulo, SP, tel. 0++/11/2245-1900). Até 1/2. 3ª a dom., das 11h às 20h. Grátis. - JOSÉ SARAMAGO: A CONSISTÊNCIA DOS SONHOS_ Ainda no Instituto Tomie Ohtake, uma exposição homenageia o escritor José Saramago, Nobel de Literatura em 1998. A exposição reúne 500 documentos originais, incluindo textos inéditos. Até 15/2.
- VIAGENS PELA AMÉRICA: COLEÇÃO NNI E JOSPEH_ Mostra composta por 350 obras da coleção do casal Anni (1899-1994) e Josef Albers (1888-1976). Os trabalhos expostos são marcados pela influência da arte indígena de México, Peru, Chile e Cuba.
Além de ter sido um importante expoente do abstracionismo, Josef Albers se destacou como professor de artes. Lecionou na Bauhaus. Quando a escola alemã foi fechada pelo regime nazista, migrou para os EUA e integrou o corpo docente da Black Mountain College.
Preste atenção: Nas fotocolagens feitas por Josef Albers por meio de fotografias de montes e pirâmides. Ele utilizou esse material para compor formas geométricas que serviriam de estudo para trabalhos como a célebre série de pinturas Homenagem ao Quadrado.
Na Pinacoteca do Estado de São Paulo (praça da Luz, 2, São Paulo, SP, tel. 0++/11/3324-1000). De 17/1 a 8/3. De 3ª a dom., das 10h às 17h30. R$ 4 (grátis aos sábados). - MAIS HOMENAGEM AO QUADRADO_ No Instituto Tomie Ohtake, 45 obras que fazem parte da série Homenagem ao Quadrado, de Josef Albers. Esse estudo resultou em quadros em que diferentes combinações de cores preenchem uma forma. Até 1/3.
- ANTONIO BANDEIRA — DESCONFIGURAÇÕES_ Exposição com 139 obras de Antonio Bandeira (1922-1967). A retrospectiva abrange desde as telas figurativas, feitas ainda em Fortaleza sob inspiração de Vincent van Gogh, até os trabalhos da maturidade.
Antonio Bandeira fez parte de uma geração privilegiada de artistas cearenses, junto com Aldemir Martins. Em meados dos anos 40, viajou pela Europa e entrou em contato com as vanguardas da época. Firmou-se na década seguinte como expoente do abstracionismo informal.
Preste atenção: A mostra é uma oportunidade para descobrir a estética de Bandeira na transição da figuração para a abstração. Na década de 40, suas obras têm influência do cubismo e do fauvismo. São dessa época a decomposição de formas e o uso de cores.
No Museu de Arte Contemporânea da USP (rua da Reitoria, 160, Cidade Universitária, SP, tel. 0++/11/3091-3039). Até 1/2. De 3ª a 6ª, das 10h às 18h; sáb. e dom., das 10h às 16h. Grátis. - ANTONIO BANDEIRA_ A Mostra Antonio Bandeira acontece na cidade do artista. Além de pinturas, o visitante pode ver objetos, cartas e um romance inédito. No Espaço Cultural Unifor (av. Washington Soares, 1.321, Fortaleza). Até 20/2.
- VOOM PORTRAITS_ Exposição com 11 vídeo-retratos concebidos pelo artista plástico Robert Wilson. Depois de filmar artistas em posições estáticas, a produção editada gerou retratos em que pequenos movimentos fazem toda a diferença.
Robert Wilson é o representante mais conhecido do teatro de vanguarda americano. Suas montagens, como Einstein on the Beach (1976), rompem com a hegemonia da narrativa e aproximam a linguagem cênica da música e das artes visuais.
Preste atenção: Voom Portraits se apropria de parâmetros da estética de Wilson. Maquiagem e figurinos vibrantes reforçam a impressão. A caracterização dos retratados refere-se a personagens. Isabella Rossellini dá um toque macabro à Alice de Lewis Caroll.
No Sesc Pinheiros (rua Paes Leme, 195, São Paulo, SP, tel. 0++/11/3095-9400). Quando: Até 1/2. De 3ª a 6ª, das 10h às 22h; sáb. e dom., das 10h às 19h. Grátis. - REPEAT ALL_ Museu da Imagem e do Som (av. Europa, 158, São Paulo). Apesar da variedade de formatos, predominam trabalhos sobre a sociedade do espetáculo. A partir do dia 25. R$ 4 (grátis aos domigos).
- VENDE-SE!_ Individual do artista Nelson Leirner. Oito instalações e objetos compõem, com a fina ironia característica de Leirner, um apartamento com vista para o mar — em plena Belo Horizonte.
Leirner se tornou conhecido na década de 1960 por suas atividades com o Grupo Rex. Desde então, é um dos mestres brasileiros dos readymades e dos happenings. Por trás do sarcasmo de suas obras, está uma postura questionadora dos parâmetros da crítica.
Preste atenção: Na banca de jornal montada logo na entrada da galeria, na qual uma foto gigante de Leirner “vende” o artista. Dentro, o público pode pegar objetos e levar parte da exposição para casa. A distribuição de itens é comum em suas individuais.
Na Celma Albuquerque Galeria de Arte (rua Antônio de Albuquerque, 885, Lourdes, BH, MG, tel. 0++/31/3227-3828). Até dia 31. De 2ª a 6ª, das 9h às 19h; sáb., das 9h30 às 13h. Grátis. - LIVRO DE NELSON LEIRNER_ Nelson Leirner — Arte e não Arte (editora Takano/Galeria Brito Cimino), escrito pelo crítico Tadeu Chiarelli. Nele, o autor esmiúça as mais de quatro décadas de atividade artística de Leirner.
- PAULA MODERSOHN - BECKER E OS ARTISTAS DA WORPSWEDE_ Mostra sobre o grupo de artistas alemães que adotou temas da natureza no lugar da arte acadêmica do fim do século 19. Há 65 gravuras e desenhos e 19 fotografias.
A retomada da vida no campo como inspiração para suas obras e o abandono do rigor formal da academia garantiram popularidade aos artistas de Worpswede. Modersohn-Becker foi além dos preceitos estéticos desse grupo ao criar uma série pioneira de autorretratos nus.
Preste atenção: Nos traços arredondados das gravuras de Paula Modersohn-Becker. Eles são influenciados pelos artistas pós-impressionistas de que tanto gostava, como Van Gogh (1853-1890) e Cézanne (1839-1906).
No Museu Oscar Niemeyer (rua Marechal Hermes, 999, Centro Cívico, Curitiba, PR, tel. 0++/41/3350-4400). Até 15/2. De 3ª a dom., das 10h às 18h. R$ 4. - ANTIGAS ORIGENS_ Cerâmicas do Sudoeste Americano, no Museu Oscar Niemeyer. A mostra exibe 85 objetos de cerâmica dos séculos 6 ao 16 feitos por povos indígenas que viviam entre EUA e México. Até 12/3.
- 1 + 7 - ARTE CONTEMPORÂNEA NO ESPÍRITO SANTO_Coletiva com trabalhos de Regina Chulam, Filipe Borba, Tom Boechat, Paulo Vivacqua e do grupo Cine Falcatrua, além de objetos projetados pelos designers capixabas Álvaro Abreu e Gustavo Vilar.
Depois de dez anos de funcionamento, o Museu Vale abre espaço aos novos talentos nascidos ou radicados no Espírito Santo. Paulo Vivacqua, por exemplo, trabalha com instalações sonoras e expôs no Rumos Itaú Cultural em 2006.
Preste atenção: Nas fotografias de Tom Boechat. As imagens da série Toquiotas resultam de dois anos de residência em Tóquio. Os enquadramentos, a gama restrita de cores e o tipo de revelação dão nitidez à rigidez geométrica dos espaços urbanos japoneses.
No Museu Vale (antiga Estação Pedro Nolasco, s/nº, Vila Velha, ES, tel. 0++/27/3333-2484). Até 15/2. De 3ª a dom., das 10h às 18h (exceto sexta, das 12h às 20h). Grátis. - MOSTRA DE ARTE NA FAAP_ Mais artistas em início de carreira na 40ª Anual de Arte da Faap (rua Alagoas, 903, São Paulo, SP). A tradicional exposição reúne obras de 29 alunos, selecionados dentre 120 trabalhos inscritos. Até 1/2.
Fonte: Site Revista Bravo!
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